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Muitos já devem ter ouvido falar, ou ainda visto filmes que abordavam o tema.

A Inteligência Artificial (I.A.) é hoje um domínio do conhecimento cada vez mais ‘na moda’. Dela fala-se, escreve-se, ouve-se falar, lê-se. Mas vocês sabem do que se trata esta ciência, o que estuda, que aplicações práticas tem?

Podemos dizer que “Não existe uma definição para inteligência artificial (IA), mas várias. Basicamente, IA é fazer com que os computadores pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes quanto o homem”.

A Inteligência Artificial não é algo tão atual quanto muitos podem pensar, ela já é estudada há algum tempo. Alan Turing (tido por muitos como pai da ciência da computação) em 1943 liderou a equipe que projetou o Colossus, computador inglês que foi utilizado na Segunda Guerra Mundial. Mas o que liga ele a Inteligência Artificial é o fato de que em 1950, na revista filosófica Mind,  Alan Turing publicou um artigo chamado   “Computing  Machine  and  Intelligence”.   Neste   artigo,   Turing apresentou,  pela  primeira  vez,   o   que    hoje    é    conhecido  por  Teste de  Turing.  Com   este    pretendia-se descobrir se uma máquina pode ou não pensar.

No exemplo original de Turing, um juiz humano conversa em linguagem natural com um humano e uma máquina criada para ter desempenho indistinguível do ser humano, sem saber qual é máquina e qual é humano. Se o juiz não pode diferenciar com segurança a máquina do humano, então é dito que a máquina passou no teste. A conversa está limitada a um canal contendo apenas texto (por exemplo, um teclado e um monitor de vídeo), de modo que o resultado não depende da habilidade da máquina de renderizar palavras em áudio.

Enfim, a Inteligência Artificial  surgiu como uma área de pesquisa da ciência da computação e Engenharia da Computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou multipliquem a capacidade racional do ser humano de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente. Também pode ser definida como o ramo da ciência da computação que se ocupa do comportamento inteligente[1] ou ainda, o estudo de como fazer os computadores realizarem coisas que, atualmente, os humanos fazem melhor.

A IA é tema bastante controverso, pois envolve temas como consciência e fortes problemas éticos ligados ao que fazer com uma entidade que seja cognitivamente indiferenciável de seres humanos.

A ficção científica tratou de muitos problemas desse tipo. Isaac Asimov, por exemplo, escreveu O Homem Bicentenário, onde um robô consciente e inteligente luta para possuir um status semelhante ao de um humano na sociedade. E Steven Spielberg escreveu “A.I. Inteligência Artificial” onde um garoto-robô procura conquistar o amor de sua “mãe”, procurando uma maneira de se tornar real. Por outro lado, o mesmo Asimov reduz os robôs a servos dos seres humanos ao propor as três leis da robótica.

As três leis da robótica proposto por Asminov:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.

 

Na vida real, já vimos demonstrações de IA duas vezes (pelo menos com maior destaque):

 

– A primeira com o Deep Blue da IBM que se tornou o primeiro programa de computador a derrotar o campeão mundial em uma partida de xadrez, ao vencer Garry Kasparov por um placar de 3,5 a 2,5 em um match de exibição em 1996. Kasparov disse que sentiu “uma nova espécie de inteligência” do outro lado do tabuleiro.  O valor das ações da IBM teve um aumento de 18 bilhões de dólares.  Ainda hoje há indícios que o jogo foi armado, pois a IBM negou-se a entregar os logs sobre o jogo, especialistas afirmam que na verdade o jogo foi uma farsa, pois não era a maquina que estava jogando e sim uma equipe de especialistas em xadrez.

– A segunda vez e mais atual,foi no mais tradicional programa americano de perguntas e respostas, Jeopardy!, no ar desde 1964, em que teve uma edição especial  em fevereiro de 2011 –  um computador competiu contra o cérebro humano em uma disputa de conhecimentos gerais, usando linguagem humana. Os adversários não eram duas pessoas quaisquer: Ken Jennings e Brad Rutter são os dois campeões de maior sucesso da história do programa. Mas o computador também não é qualquer um: trata-se de um monstro composto por 100 servidores IBM Power 750 e equipado com 15 Terabytes de RAM. O nome dele é Watson. E ganhou de lavada.

 

Ainda a muitos estudos e muito que avançar nesta área, mas então, a inteligência artificial em um “nível humano” é possível ou é apenas um sonho da ficção científica? E se é possível, em quanto tempo ela poderá ser feita?

Estas perguntas são difíceis de ser respondida, cabendo a nós, meros mortais, apenas a sonhar com o futuro…

Para quem quiser ver como o cinema tratou o assunto existem vários filmes a disposição que abordam de um jeito ou de outro o tema.  Segue uma lista feita por mim destes filmes, lembrando que todos são obras de ficção alguns mais outros menos verossímeis.

 

1 – Matrix

2 – AI – Inteligencia Artificial

3 – 2001 – Uma Odisséia no Espaço

4 – Eu, Robô

5 – Blade Runner

6 – O Homem Bicentenário

7 – Geração Proteu

8 – Short Circuit – Um Robô em Curto Circuito

9 – Projeto Colossus (um dos que acho mais legal)

10 – Westword

11 – O Exterminador do Futuro

12 – Jogos de Guerra

 

A inteligência artificial é um campo que está sendo pesquisado e aprimorado em grande escala nos últimos anos, além das áreas citadas acima, a IA faz parte de muitas outras áreas. Hoje têm-se as Redes Neurais  e os conceitos de Aprendizagem, além das grandes inovações no  mundo tecnológico aplicados em áreas que não se achava possível sua utilização. Na medicina, por exemplo, existem robôs que auxiliam nas cirurgias e em alguns casos o médico apenas precisa controlá-los e sua presença na sala nem se faz necessária. Outro grande exemplo da utilização da IA é no mundo dos games e jogos eletrônicos, linguagens com PROLOG e LISP, aplicam seus conceitos em algoritmos cada vez mais inteligentes e nos jogos mais reais a máquina simula os acertos e erros de quem está por trás de tudo isso, os controladores humanos.

A IA ainda é tabu dependendo do assunto abordado, ainda não se sabe se o homem vai ser capaz de criar a real inteligência artificial, ou ao menos desvendar os princípios do cérebro humano que é a base sua criação. Hoje, o que se sabe é que seus conceitos desenvolvidos ao longo de anos têm trazido grandes benefícios para humanidade e que de um modo geral ela sempre vai inovar e evoluir gradativamente.

 

É isto ai, abraços a todos…

 

Saúde, Paz e Sucesso.


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