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Dia 1º de janeiro de 2017, depois de empossada a nova Legislatura, dá-se início a eleição da Mesa Diretora.
Presidente e os 2 Secretários possuem algumas prerrogativas: administrar o Legislativo, compor a Ordem do Dia e algumas iniciativas exclusivas, como a de elaborar projetos de majoração do subsídio dos vereadores, por exemplo.
Importante lembrar que no Legislativo ninguém manda em ninguém, isto é, nenhum vereador é subordinado a outro. O prestígio de ser presidente confere ao titular a responsabilidade de conduzir as votações, gerenciar os recursos e zelar pelo patrimônio da Casa.
Outras responsabilidades são conferidas às Comissões Permanentes e todas as decisões passam, ao fim, pelo crivo do Plenário.
A composição das Comissões também é de máxima importância e as mais cobiçadas são as de Constituição e Justiça e a de Finanças e Orçamento, que, de forma regimental, são ocupadas pelas maiores bancadas (os resultados da urnas são decisivos na microfísica do Parlamento – como seria mais cuidado o eleitor se tivesse consciência destes detalhes!).
A maior bancada que temos é a do PSDB com 3 vereadores e mais 3 bancadas com 2 vereadores cada: PT, PSD e PR. A rigor, apenas os vereadores destes partidos poderiam participar das Comissões Permanentes, porém, existe a oportunidade de os outros partidos que possuem vereadores solos de fazer alianças com partidos que possuem bancadas.
Onde estará o sétimo voto necessário para eleger o presidente entre 13 pares ?
Todos os partidos pulverizados foram eleitos na base eleitoral do próximo prefeito do PSDB, exceto, Sônia da Patas da Amizade, que foi eleita pela base eleitoral do PSB que apresentou majoritário próprio em 2016.
Se a base eleitoral permanecer unida na Câmara bastaria ao príncipe aglutinar o apoio da vereadora Sônia.
A primeira coisa a se fazer é permitir uma aliança entre PSDB e PSB para que Sônia participe das Comissões Permanentes. Não seria um bom exemplo de coerência compor a Comissão de Meio Ambiente com uma educadora e bióloga ?
Neste lance o Fernando da Ótica (PSC) já perdeu todas as chances de ser eleito presidente porque não pode começar o diálogo com esta mínima oferta porque o PSC não elegeu bancada.
A não ser que Fernando se ofereça como sétimo voto para eleger a si próprio numa composição com as 3 bancadas, se houver 3 bancadas interessadas num projeto pessoal de Fernando porque uma delas poderia ser facilmente atraída pelos encantos da Prefeitura e gentileza no atendimento de várias demandas.
O príncipe simplesmente trocaria um pretensioso por 2 colaboradores e membros natos das Comissões Permanentes.
Um homem de visão não precisa passar por isso !

Obs:O texto é independente e não reflete, necessariamente, a opinião do NJ

 
Dario Bueno, 41 anos, ex-vereador em Jacareí.


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