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No início da década de 1990 acontecimentos na Rússia, na época ainda União Soviética, determinaram mudanças profundas na geopolítica mundial. Era a chamada Nova Ordem Mundial, com o fim da Guerra Fria e o antagonismo entre o capitalismo dos Estados Unidos e o socialismo soviético.

Por coincidência (ou não!) em 2018 acontecimentos na Rússia, que alguns chamam de Copa do Mundo, também determinam mudanças profundas, só que desta vez, na geografia do mundo do futebol.

A última semana do mundial é melancólica pois deixa um vazio pelos poucos jogos e também pela ausência da maioria dos países que já voltaram para casa. Claro, franceses e croatas estão esfregando as mãos para a grande final, mas sejamos honestos, é uma final que ninguém esperava.

A Copa da Rússia deixa como marca a organização tática, o bom aproveitamento de bola parada, a valorização do jogo coletivo e, como consequência disso tudo, a constatação que ter camisa e um craque que desequilibra, não garante sucesso no torneio.

Com isso, e com um pouco de sorte claro, temos a Croácia na final, mas podia ser a Inglaterra, a Suécia, a Bélgica, o Uruguai, a Dinamarca ou até mesmo a dona da casa, que, antes da Copa, tinha tanta credibilidade quanto alguns políticos brasileiros.

A eliminação da maioria dos chamados “favoritos” despertou o velho chavão de que “não tem mais bobo no futebol”. Mas a campanha da Croácia também comprova que não existe receita para se dar bem no mundial, é preciso encontrar equilíbrio ente os vários fatores para que o time seja o melhor daquele mês.

Duvido que alguém considere ideal o planejamento de um time cujo técnico assumiu a equipe na última rodada das eliminatórias. Se o técnico croata Zlatko Dalic for campeão mundial, conseguirá o feito após dirigir sua seleção por apenas dez jogos… Preparação, sorte, coincidência ou destino?

No fim das contas, no futebol, favoritos, zebras, decepções e “novas ordens”  estão sempre ligados às análises dos resultados.


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