Em assembleia hoje (5) os metalúrgicos da Sadefem, em Jacareí, decidiram iniciar uma vigília na fábrica até que os direitos trabalhistas sejam regularizados. Eles estão acampados na empresa desde o início da tarde  e realizarão uma nova assembleia nesta quinta-feira.

A Sade não pagou o adiantamento salarial, no dia 20 de novembro, agravando a situação de calote nos trabalhadores. A dívida trabalhista da empresa já soma cerca de R$ 92 milhões, em FGTS, INSS e verbas rescisórias não pagas. A empresa também já deu sinais de que pretende encerrar as atividades em Jacareí.

Semana passada, um grupo de funcionários realizou um protesto em frente ao Grupo Iesa/Inepar, proprietário da Sadefem, em São Paulo, para exigir a regularização dos salários. A direção do grupo afirmou que faria o pagamento, mas até agora nada foi feito.

O Grupo Iesa/Inepar é responsável por alguns dos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal, como a construção de torres de energia que vão interligar a Hidrelétrica de Jirau (RO) à região sudeste do país.

“O Sindicato e os trabalhadores querem que o governo intervenha para garantir os empregos e direitos dos trabalhadores”, afirma o diretor Nilson Ferreira Leite.

A Sadefem/TT Brasil possui cerca de 350 funcionários.


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