Dia dos Namorados; Ronaldo… Confira os “Olhares” Sobre os Fatos Semana

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Ideologia do Amor

Dia dos Namorados

Datas especiais como o “Dia dos Namorados” sempre trazem um questionamento: é realmente importante ou trata-se de puro oportunismo comercial? Minha resposta varia, assim como o meu romantismo…  Como adepto da filosofia do Maluco Beleza (Toca Raul!) assumo minha condição de “metamorfose ambulante” e confesso que a cada ano, tendo a ceder mais ou menos à ideologia do amor.

Nesta semana li uma reportagem sobre o tempo de duração do amor. Rica em opiniões e citando várias pesquisas, me fez concluir que ninguém sabe e que a ciência ainda não conseguiu decodificar o amor, podemos medir as reações e os comportamentos daqueles que estão amando, mas isso não implica um padrão. Exatamente como tudo na vida, o que é bom para um pode não ser para outro; o que serve para A, é repulsivo para B.

Compartilho a opinião dos entrevistados que afirmam que a maneira como olhamos para os relacionamentos é retrograda e somos influenciados demais por uma ideologia romântica, do “eterno enquanto dura”. Acho que o amor é mutante e encará-lo de outra forma é subestimá-lo. Ele depende de nossa interferência para uma transformação saudável; muitas vezes queremos formatá-lo, perpetuar um recorte passado daí a sensação de esgotamento do amor, quando na verdade ele pode até ter evoluído.

Obviamente que, independente do verniz ideológico, carinho e afeto são fundamentais para a saúde (inclusive do amor) e acho que para isso, dadas proporções, as datas podem contribuir… E o cinema também, por que não? Aliás, a sétima arte é fonte inesgotável de inspiração.

Caso queira sentir aquele “friozinho” na barriga e não dispense um “happy end” assista: Simplesmente Amor; Ligeiramente Grávidos; O Fabuloso Destino de Amelie Poulain; Wall-E; Diário de Bridget Jones; Uma Linda Mulher; Sintonia do Amor; Chocolate; Um Lugar Chamado Nothing Hill; Jerry Maguire.

Para aqueles que desejam se empolgar com casos de amores improváveis (o que não desconfigura o “happy end”) vejam: Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada; O Segredo de Brokeback Mountain; O Casamento do meu melhor amigo; O Amor é Cego; Ghost, do outro lado da vida; A Casa do Lago; Como Se Fosse a Primeira Vez; Cidade dos Anjos; As Pontes de Madison; Jules e Jim (Uma Mulher para dois).

Esta sequência é para os casais intelectuais, que adoram discutir a relação: Antes do Amanhecer / Antes do Pôr-do Sol; Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças; Pequeno Dicionário Amoroso; Romance; Closer; Amor em Cinco Tempos; Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa); Embriagado de Amor; Fatal; Eu Sei Que Vou Te amar.

Por fim, se o frio na barriga é mais importante que o “happy end”, não perca: Titanic; Elza e Fred; Casablanca; 500 dias com ela; Diário de Uma Paixão; Doce Novembro; Um Beijo Roubado; Fim de Caso; A Bailarina e o Ladrão; Namorados Para Sempre.

As “listinhas” são sempre incompletas, me concentrei nos filmes que vi. Geralmente a companhia (ou a ausência dela) faz qualquer filme ficar agradável, então um ótimo “Dia dos Namorados”! A sua maneira…

 Fim de um Ciclo

Despedida Ronaldo

Foram quinze minutos intensos. Ronaldo mais uma vez superou as expectativas considerando seu (des)condicionamento físico e o fato de já ter encerrado sua carreira há meses. Sua história tem tantos feitos que a ausência do gol na sua despedida da seleção parece um capricho, algo para aproximá-lo do mundo comum.

Aliás, a trajetória do “Fenômeno” tem todos os elementos da jornada do herói, conceito elaborado pelo antropólogo Joseph Campbell no livro “O Herói de Mil Faces”, onde estuda os ciclos nas jornadas dos mitos. Neste conceito, Campbell estabelece doze estágios que determinam a saga do herói, dentre eles, provação difícil ou traumática e recompensa. As várias “voltas por cima” que nosso herói deu atestam estes estágios.

Ronaldo ocupa o seleto grupo dos ídolos sem bandeira, está acima da rivalidade imbecil tão comum no futebol. Sua aposentadoria encerra um capítulo da história do futebol brasileiro com pouca perspectiva de um próximo. Talvez Neymar, Ganso ou Lucas consigam trilhar um caminho parecido que, infelizmente, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká não conseguiram. Para o futebol mundial o camisa nove está no time de Dino Zoff, Franz Beckenbauer, Pelé, Maradona, Romário e Zidane.

A partir de agora seus feitos, apesar de bem documentados, serão contados nas histórias de pai para filho, exatamente como os mitos.

Ventos Fortes

Parece que o vendaval que causou estragos em algumas regiões do país passou pela “Casa Civil”. Seu antigo comandante não resistiu aos ventos fortes e acabou desocupando seu posto.

E olha que a meteorologia previa o fenômeno desde a sua “entrada na residência”, afinal sabia-se que ali o teto era de vidro. Bom para oposição que mais uma vez acerta na mira e comprova que o alicerce da dita “Casa” anda enfraquecido, tem sido alvo fácil. Bom também para o ex-chefe, que agora poderá prestar consultoria sem ter de prestar contas a “quase” ninguém.

Ah! Não sei se é o mesmo serviço meteorológico que está divulgando, mas já corre “a previsão” de uma possível volta do “consultor” caso a situação resista aos temporais nos próximos mandatos. Enquanto isso segue sua sina de ganhar dinheiro ajudando seus clientes a transformar tsunamis em marolas.

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