Editorial:Está na hora de banirmos a publicidade do álcool

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Os dados são claros: O álcool é responsável por boa parte dos acidentes de trânsito no Brasil e no mundo, além de outras doenças que matam lentamente. No Brasil, a farra das propagandas de bebidas ultrapassam todos os limites do bom-senso. Há um argumento simples para pensarmos na proibição do anúncio do álcool: Se já está proibida a propaganda do cigarro, porque não acabar com a publicidade de mais esta droga?

 

Vamos encarar os fatos: Em nosso país jogadores de futebol, com a cara mais patética possível, aparecem promovendo o álcool, como se fossem vencedores por causa da cerveja A ou B. Belas mulheres aparecem com a bebida, transmitindo a imagem inconsciente de que se o consumidor tomar determinada bebida, vai conquistá-las.Anúncios de cigarro usavam os mesmos argumentos e foram banidos do mercado publicitário.

Retirando estas propagandas, provavelmente muitos jovens vão deixar de seguir os apelos patéticos das propagandas de álcool e talvez estas estatísticas lamentáveis sobre mortes de trânsito mudem um pouco, com menos jovens sendo convencidos pela propaganda mentirosa e que vêm com uma sacola de ilusões.

 

Também está na hora da lei ser mais rígida com quem for pego dirigindo alcoolizado. Atualmente, a maioria das pessoas que são pegas em flagrante respondem em liberdade. Ou seja, o cidadão mata e dificilmente o peso da lei recai como deveria sobre este criminoso.

Casos como este são revoltantes:

“Quatro anos de detenção, em regime aberto, e a suspensão da habilitação é a pena aplicada pela Justiça do Rio ao estudante Ioannis Amora Papareskos que, no dia 26 de junho de 2005, por volta das 6h, perdeu o controle da sua picape e matou uma pessoa.”

 

É mais do que justo que quem dirige alcoolizado seja condenado à prisão, e mais: que o Brasil tenha prisão perpétua, para casos de pura e simples covardia como estes.

 

Aurelio Moraes-Jornalista

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