Boneca Hanna visita creches para levar cultura afro e afastar preconceito

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As quatro creches municipais e 15 creches conveniadas de Jacareí estão recebendo a visita da “Boneca Hanna” – uma boneca da raça negra – que “está chegando” em cada berçário com o objetivo de favorecer a interação, o brincar, despertar o afeto e trazer a cultura africana para os bebês de zero a três anos. O nome Hanna significa “Felicidade” na Nigéria.

A iniciativa faz parte do projeto “Infância sem Racismo”, da Secretaria Municipal de Educação, e tem o objetivo de ensinar os bebês a valorizarem as diferenças sem discriminação. Segundo os coordenadores do projeto, estudos revelam que “infelizmente” algumas crianças sofrem discriminação desde pequenas. Para a supervisora de educação Infantil, Adriana Bertucci Martuscelli, da Secretaria Municipal de Educação, a educação infantil deve favorecer a construção positiva da autoimagem de todas as crianças, valorizando a raça, fazendo com que se sintam bem com seu corpo, sua cor de pele, seu cabelo etc. Ela conta, que a boneca Hanna permanece por um período de 15 dias em cada escola e fica na sala de aula com os alunos em sistema de revezamento.

Nas salas a boneca participa das atividades oferecidas aos alunos – dança ao som de ritmos africanos e indígenas, participa de histórias, brinca, almoça, dorme nos berços. No início do ano letivo as EMEIS e creches municipais de Jacareí receberam uma coletânea de materiais que proporcionam a realização de atividades que abordam o preconceito e racismo, curiosidades e informações sobre a cultura africana/ afro brasileira e indígena. Entre os materiais estão livros, vídeos e bonecos negros para as salas de aula.

Projeto Leitura –Todas as unidades escolares realizam também o “Projeto Leitura”,em que semanalmente, é enviado um livro para a leitura da criança com a família. A Secretaria Municipal de Educação orientou os professores que enviassem também livros com histórias africanas ou indígenas para a leitura da criança com a família. Diariamente na escola há o momento da “Hora da História”, que está sendo utilizado por muitos educadores para compartilhar as histórias e contos africanos ou indígenas para as crianças, desde os berçários. Há também quatro “Caixas Móveis” que estão percorrendo as 34 EMEIs.

A Caixa tem objetivo de sensibilizar, estimular e incentivar o professor a conhecer mais sobre a cultura afro-brasileira e indígena, e ainda compartilhar com os demais educadores as boas práticas promotoras da igualdade racial de modo natural, claro e sem preconceitos. De acordo com a supervisora de educação infantil, todas as crianças devem ser respeitadas e valorizadas. “Não basta conhecer as leis e os direitos humanos. Temos que repensar e inovar a prática pedagógica desde o berçário”, afirmou.

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