Peneira em Jacareí atrai garotas em busca de grandes sonhos

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Sonhar. Palavra do vocabulário brasileiro que significa entregar-se a devaneios e pensar com insistência.  Muitas garotas sonham em ser como as renomadas Top models do mundo. Mas em Jacareí, as jovens decidiram trocar o glamour das passarelas pelo suor das quadras.

Em busca de manter a tradição da juventude sonhadora, Jacareí abriu as portas do EducaMais, espaço centro, para que garotas de 15 a 17 anos desfilassem seu talento no esporte que já rendeu orgulhosas histórias aos brasileiros, mas que anda esquecido pelos órgãos de incentivo ao esporte, como destaca o técnico do time infanto-juvenil de Basketball feminino de Jacareí Edson Fiorentino: “Talento encontramos em escolas e em peneiras como as de hoje. O difícil é fazer com que haja interesse das meninas pelo esporte no geral, e principalmente pelo basquete que não é unanimidade nacional”. O técnico, que já comandou grandes equipes da modalidade dentre elas Corinthians, Maringá e Paraná, completa: “Nossa função é antes de tudo, incentivar e cultivar o amor pelo esporte. Fazendo isso , consequentemente teremos uma equipe vencedora. Mas é importante destacar que o basquete feminino em Jacareí é um plano a longo prazo. Cultivamos as categorias de base, mantendo o time principal porque sabemos do talento dessas garotas”.

Rostinho de criança e garra de gente grande. Essa era a figura na quadra do antigo Trianon. Ana Carolina, 15 anos, aluna da escola Dirceu Junqueira é uma delas. “Ela sempre preferiu estar correndo atrás de uma bola do que estar sentada penteando alguma boneca. Possivelmente, a maioria das mães estranharia, mas eu não. O esporte é bom para a saúde e para a mente”, diz Lucilene Dias, mãe de Ana, que destaca o amor e a determinação da filha em seguir os passos de grandes astros do esporte: “Quero ser como Michael Jordan” assume a pequena jogadora.

Distância- Quando Hortência, Paula e companhia fizeram história no basquete feminino do Brasil nos Jogos Olímpicos de Cuba, muitas dessas garotas nem eram nascidas. Mas, para comprovar a paixão pelo esporte e lutar pelo sonho de ser como as ídolas da seleção, Karen, 16 anos, estudante da ETEC de Caraguatatuba não mediu esforços e subiu a serra para ser um dos futuros destaques do Jacareí Basketball: “Na minha cidade não temos muitas oportunidades. Mas, jogar basquete e ser como Hortência é o que mais quero. De início, minha mãe não gostava muito da idéia, mas acabou cedendo e me apoiando nessa caminhada.”

Embora jogar basquete não seja uma tarefa das mais fáceis, desistir passa longe da cabeça dessas meninas. “Muitas vezes tivemos que ver nossos pais bancar transporte e uniforme, mas não desisto porque amo jogar basquete” desabafa Thamirys  Ramalho, pivô.

Como em toda peneira, poucas são aprovadas. Karen, que veio de Caraguá, foi a única selecionada para jogar no time de Jacareí, que em 2012 promete disputar títulos, e quem sabe, revelar talentos  para o mundo do basquete. Como diria o poeta, sonhar não custa nada.

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