Após 90 dias de vigília, trabalhadores aprovam acordo com Sadefem

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Após 90 dias de vigília na fábrica, os trabalhadores da Sadefem/TT Brasil aprovaram o acordo com a empresa, em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, dia 5 de março. Pela manhã, os funcionários já haviam rejeitado o parcelamento da verba rescisória, que começaria a ser paga somente em abril. Pressionada, a Sadefem aceitou antecipar o pagamento da primeira parcela, encerrando assim o impasse.

 

Com a aprovação do acordo, termina a vigília e a fábrica deve encerrar suas atividades em Jacareí. A Sadefem/TT Brasil conta com 346 funcionários. Destes, 256 terão o contrato de trabalho encerrado. Outros 35 são lesionados e têm direito de estabilidade garantido pela Convenção Coletiva do Sindicato. Se concordarem, eles serão transferidos para outras unidades da empresa. Os demais trabalhadores já haviam pedido rescisão contratual.

 

As verbas rescisórias serão parceladas em seis vezes, e a primeira parcela será paga no momento da rescisão dos contratos de trabalho, ainda sem data definida.

 

Os metalúrgicos estavam em vigília na fábrica desde o dia 5 de dezembro para impedir a retirada de máquinas e equipamentos e, assim, evitar o calote. Na época, a produção da fábrica já estava parada em função da falta de matéria-prima e do corte dos serviços de água e luz.

 

A Sadefem/TT Brasil está instalada em Jacareí há 38 anos. A fábrica pertence ao grupo Iesa/Inepar e produz torres de transmissão de energia elétrica e plataformas de petróleo, tendo o Governo Federal como um de seus principais clientes.

 

“Esta luta heroica poderia ter outro resultado, se os governos federal, estadual e municipal tivessem assumido uma postura pela manutenção da fábrica e dos empregos dos trabalhadores. O passivo trabalhista de mais de R$ 70 milhões, além de impostos, seria motivo suficiente para a estatização da Sadefem. Por que a Sadefem, que é a principal fabricante de torres de transmissão do Brasil e da América Latina, está fechando? Esta é uma pergunta que o Estado brasileiro e as autoridades têm de responder”, afirma o diretor do Sindicato José Donizetti de Almeida.

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