Quem bate a Mercedes? Só o Ricciardo

0 0

A manhã deste domingo foi bem agitada na Hungria, com o Grande Prêmio da Fórmula 1. Um fato raro nesta prova é a chuva, porém de uma forma diferente nas últimas edições em que ela apareceu. Nas últimas 2 edições com chuva (2006 e 2011), o inglês Jenson Button venceu, sendo que em 2006 largou da 16º posição. Este ano a chuva não aconteceu durante a prova, mas ela começou com a pista toda molhada. Isso já foi suficiente para complicar a vida de alguns, e a estratégia de vários.

Rosberg era pole, e via seu companheiro Hamilton largar dos boxes devido seu motor pegar fogo na classificação, no sábado. A indicação, mesmo a pista molhada, era de Rosberg vencer com facilidade, e Hamilton ter muitos problemas para passar o povão do fundo, já que Hungaroring é muito travada.

Os pilotos tentavam controlar seus carros na pista molhada enquanto ainda estavam próximos. Geralmente alguém erra nestas circunstâncias, e foi o sueco Marcus Ericsson, da Caterham, que o fez. Na curva 3, perdeu o controle e bateu forte, obrigando o Safety Car a entrar. Apesar do susto, ele saiu do carro sozinho e ileso. Isso era apenas a 7º volta. Ainda com carro de segurança, outro que errou foi o francês Grosjean, da Lotus, exatamente na mesma curva 3, só que seu carro guinou para o lado de dentro. Bateu, porém mais fraco, sendo suficiente para abandonar também.

O reinicio de prova foi dado e logo na abertura da 2º volta após relargada, Hulkenberg abandona após bater no carro do seu companheiro de Force India, o mexicano Perez. O alemão errou e quase tirou os 2 da prova.

Como não chovia mais, a pista foi secando e o pessoal colocando os pneus slicks. Os únicos que demoraram para entrar nos boxes eram os líderes: Rosberg, Bottas e Vettel. E se deram mal. No regime de Safety Car, eles voltaram muito atrás do pelotão, prejudicando estratégia inicial.

Com pneus de pista seca, e um grande trilho já formado na pista, tudo encaminhava para uma prova mais “normal”, não fosse outra intervenção do Safety Car, agora por batida de Perez. Errou na entrada da reta e foi além da zebra, pegando parte molhada. Rodou na hora e foi no muro dos boxes. Saiu também sozinho do carro e bem. Quem fez isso exatamente igual foi o alemão Vettel, da Red Bull, porém teve a sorte que Perez não teve. Deu apenas leve toque no muro, e conseguiu tracionar bem para voltar na prova.

As paradas nos boxes agora iriam definir o futuro da prova, já que a pista seca dava condições normais dela. Eis que surge uma Williams e seus pilotos Massa e Bottas com pneus mais duros, sendo todos os outros com macios. Vão levar até o fim, poderão vencer! Não, com apenas 20 voltas completas e ainda 50 para serem feitas, evidente que não daria.

Um dos pilotos que se dava bem na troca de pneus e entrada de carro de segurança era o francês Vergne, da Toro Rosso, que chegou a figurar na 2º posição. Os duelos na pista eram ditados por carros mais lentos, com pneus já pedindo um descanso. Hamiltom, que vinha escalando o pelotão, já aparecia atrás de Rosberg, que a esta altura, na metade da prova, era apenas 4º.

Ricciardo já liderava a prova quando foi aos boxes pela últimas vez, faltando 15 voltas para o fim. A Williams teve de chamar tanto Massa quanto Bottas aos pits, mas colocou novamente pneus mais duros, o que faziam eles serem mais lentos que quase todo mundo na pista.

Ricciardo de pneu novo, Rosberg também. Ambos voando baixo nas voltas finais, enquanto Alonso (que liderava na parte final), Massa, Bottas e Raikkonen, se seguravam com seus compostos desgastados. O resultado foi um bolo de disputas numa pista travada, e que configurava um final de prova maluco.

Alonso liderava, com Hamilton tentando segui-lo, e Ricciardo voando atrás dele. Rosberg seguia Raikkonen, que era mais rápido que Massa. Enquanto o alemão passava o finlandês e o brasileiro, seguindo na 4º posição atrás do pelotão líder, Ricciardo conseguiu superar Hamilton e ia com uma fome incontrolável atrás de Alonso, que já tinha pneus de praticamente 30 voltas, e macios. Não durou muito, e a 10 voltas do fim, era o australiano a liderara a prova.

A vitória seria dele, ficando apenas a dúvida sobre o espanhol da Ferrari e o inglês da Mercedes. Eles seriam capazes de segurar Rosberg, que voava também? Sim, eles foram. E de maneira incivel, Alonso segurou Hamilton com carro melhor, que por sua vez segurava o alemão voador que tinha pneus em melhor condições que os 2.

Ricciardo venceu sua 2º prova no ano, dando um banho de arrojo e claro, ajudinha na estratégia armada pela Red Bull. Alonso foi monstruoso segurando sua Ferrari sem qualquer condição a frente das duas Mercedes. Hamilton largou dos boxes, e terminou a frente de Rosberg, que era o pole. Apesar do erro com os pneus, Massa terminou numa boa 5º posição, segurando bem Raikkonen. Bottas foi apenas 8º, a frente do bom Vergne. As posições na zona de pontos ficaram assim: 1) Ricciardo AUS – Red Bull; 2) Alonso ESP – Ferrari; 3) Hamilton ING – Mercedes; 4) Rosberg ALE – Mercedes; 5) Massa BRA – Williams; 6) Raikkonen FIN – Ferrari; 7) Vettel ALE – Red Bull; 8) Bottas FIN – Williams; 9) Vergne FRA – Toro Rosso; 10) Button ING – McLaren.

Apesar da chuva, Button só chegou em 10º, devido insistência da equipe com pneus intermediários no início da prova. Com esse final, a Ferrari reassume a 3º posição do mundial de construtores, a frente da Williams. O mundial de pilotos fica assim:

  1. Rosberg ALE – Mercedes 202

  2. Hamilton ING – Mercedes 191

  3. Ricciardo AUS – Red Bull 131

  4. Alonso ESP – Ferrari 115

  5. Bottas FIN – Williams 95

9. Massa BRA – Williams 40

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %


Comentar via Facebook

Comentário(s)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.