Mitos e Estereótipos na velhice

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foto coluna ana silvia.png*Por Ana Sílvia Varella Bagattini

Na sociedade atual os velhos ainda carregam valores negativos, que são revelados em manifestações estereotipadas. Quantas piadas, histórias infantis e atitudes preconceituosas nós vemos? Essas atitudes não colaboram na construção de uma sociedade para todas as idades. E ao contrário, reforçam os atributos negativos da velhice.

O estereótipo é uma ideia ou pensamento que se tem sobre algo. No caso da velhice, esses pensamentos tendem a ser errados quando são associados aos aspectos negativos. Os quais acabam afetando a imagem que as pessoas têm dos idosos.

São crenças:

Supergeneralizadas: onde se diz, por exemplo, que todos os velhos são iguais.

E supersimplificadas: – Velhos são implicantes, teimosos.. Um idoso teimoso, ele foi um adulto teimoso, uma criança teimosa. As pessoas não criam personalidades na velhice!

Já o mito, é uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, relacionado com cada cultura e região.

Exemplos: Velhice é doença! Idoso deve conviver apenas com idoso! O idoso está perto da morte! A inteligência diminui com a idade! O idoso não aprende! O idoso perde a capacidade sexual! Entre outros.

Na gerontologia utilizamos dois termos quando falamos de atitudes preconceituosas. São elas:

O Ageism (Robert Butler, 1969) nome utilizado para denominar os preconceitos que resultam de falsas crenças sobre a população idosa, cujo efeito é a descriminalização ao ser humano em processo de envelhecimento ou ao idoso – estereótipos negativos.

E o New Ageism (Kalish, 1970) uma forma de preconceito contra o idoso baseado em estereótipos compassivos, focalizado no velho dependente, incapaz, sem poder político.. Ou seja, a forma infantilizada que as pessoas se comunicam com os idosos: velhinhos, bonitinho, coitadinho..

A percepção sobre envelhecimento e velhice precisa ser transformada na vida social. É um compromisso de todos nós assumir, proteger e defender os direitos das pessoas mais velhas.

Esses exemplos nos permitem pensar de uma maneira diferente;

Você conhece algum idoso doce e amável?

Conhece dois idosos exatamente iguais?

Conhece algum idoso ativo e produtivo?

Conhece algum idoso ágil?

Conhece algum idoso que nunca teve doenças graves?

Vamos questionar essas perguntas, dê boas-vindas à cultura do envelhecimento ativo. Vamos lutar contra o preconceito e a dependência. Aposte na qualidade da velhice!

 

Obs:O texto não reflete, necessariamente, a opinião do NJ

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