Sophia Romeiro Lopes conquista o primeiro lugar na categoria de Pesquisa Aplicada com projeto inovador sobre o tratamento de tumores cerebrais em mulheres. A estudante também garantiu medalha de prata na modalidade de prova da Olimpíada Feminina de Biologia 2026, competição que abrange 12 países da América Latina.
JACAREÍ (SP) — Uma estudante do Ensino Médio de Jacareí acaba de alcançar uma conquista de destaque no cenário científico internacional. Sophia Romeiro Lopes, aluna da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Hexagonal de Jacareí, conquistou o 1º lugar na categoria de Pesquisa Aplicada da Olimpíada Feminina de Biologia (OFB) 2026, apresentando uma proposta científica que investiga novas possibilidades para o tratamento de tumores cerebrais em mulheres.
E a conquista foi dupla: além do primeiro lugar na pesquisa, Sophia recebeu a Medalha de Prata na modalidade de prova, consolidando seu desempenho em uma competição científica de abrangência latino-americana.
A OFB reúne participantes de 12 países da América Latina e se apresenta como a primeira olimpíada de Biologia do mundo dedicada exclusivamente a meninas do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Mais do que uma competição de conhecimentos, a iniciativa busca estimular a presença feminina na ciência, incentivando jovens estudantes a desenvolverem pensamento crítico, formularem hipóteses e proporem investigações científicas sobre desafios contemporâneos.
Pesquisa sobre tumores cerebrais coloca estudante de Jacareí em primeiro lugar
O projeto que levou Sophia ao primeiro lugar apresenta um tema de elevada complexidade científica e relevante potencial de investigação médica:
“Neurocirurgia oncológica e biomateriais na saúde da mulher: hidrogel termossensível nanotecnológico para liberação in situ de antagonistas de progesterona em meningiomas femininos.”
A proposta investiga a utilização de um hidrogel nanotecnológico sensível à temperatura como possível sistema de liberação localizada de substâncias capazes de atuar sobre mecanismos hormonais associados a determinados meningiomas, tumores que se desenvolvem nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
O estudo estabelece conexões entre neurocirurgia, oncologia, farmacologia, biomateriais, nanotecnologia e saúde da mulher, articulando diferentes áreas da ciência na investigação de uma questão médica complexa.
A pesquisa tem caráter investigativo e não representa um tratamento clinicamente validado. Seu diferencial está na formulação de uma proposta científica autoral que explora possibilidades de aplicação de tecnologias avançadas à saúde feminina.
A escolha do tema está alinhada à proposta da OFB 2026, que trouxe como eixo central “Saúde de meninas e mulheres”, estimulando pesquisas sobre saúde reprodutiva, saúde mental, relações entre corpo e ambiente e equidade na pesquisa científica.
O reconhecimento demonstra que estudantes do Ensino Médio podem participar de discussões científicas relevantes e desenvolver projetos que ultrapassam os conteúdos tradicionalmente trabalhados em sala de aula.
Uma trajetória extraordinária de conquistas científicas
O primeiro lugar na Olimpíada Feminina de Biologia não é um resultado isolado. Sophia Romeiro Lopes vem construindo uma trajetória acadêmica marcada por premiações em diferentes áreas do conhecimento, demonstrando versatilidade intelectual, dedicação e elevado desempenho em competições científicas.
Na área de Nanotecnologia, conquistou a Medalha de Diamante na Olimpíada Nacional de Nanotecnologia de 2026, uma das mais altas distinções da competição, após receber a Medalha de Ouro na edição de 2025.
Em Ciências e Física, acumula medalhas de ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) em 2025 e 2026, no Torneio Brasileiro de Ciências de 2026 e na 6ª Olimpíada Virtual de Física. Também conquistou bronze na Região Sudeste na competição Quimeninas de 2025.
Nas áreas de Geografia e Geopolítica, recebeu medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Geopolítica, nas edições 2025.1 e 2026.2, e na 11ª Olimpíada Brasileira de Geografia de 2026, além de certificado de bronze na edição anterior da competição de Geografia.
Seu desempenho em Matemática também merece destaque: medalha de ouro na Liga de Matemática (LigMat 2024), prata no Singapore Math Challenge de 2023, bronze na Olimpíada Mandacaru de Matemática de 2025 e honra ao mérito no Concurso Canguru de Matemática de 2024.
O repertório acadêmico de Sophia se estende ainda às Linguagens, Humanidades e Neurociências, com medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Língua Inglesa de 2025, ouro na Competição Júnior 25 — Conto de Escola, prata na Competição Júnior 16 — O Diário de Anne Frank, menção honrosa na Olimpíada Local Descentralizada de Neurociências de 2025 e honra ao mérito na Olimpíada Brasileira de Biologia Sintética de 2025.
Esse conjunto de resultados evidencia uma formação multidisciplinar, na qual a estudante demonstra capacidade de transitar por diferentes campos do conhecimento, relacionando conceitos científicos, pensamento analítico, criatividade e investigação.
A ciência também começa na escola
Um dos diferenciais da Olimpíada Feminina de Biologia é oferecer duas modalidades complementares de participação: a prova de conhecimentos e o desenvolvimento de um projeto de pesquisa.
Na modalidade de pesquisa, as participantes são incentivadas a identificar um problema científico, elaborar perguntas investigativas e propor caminhos metodológicos para estudá-lo.
A experiência aproxima as estudantes da prática científica antes mesmo do ingresso na universidade, incentivando a autonomia intelectual e a familiaridade com os processos que orientam a produção do conhecimento.
Ao conquistar o primeiro lugar em Pesquisa Aplicada e a medalha de prata na prova, Sophia se destacou justamente nessas duas dimensões: a capacidade de aplicar o conhecimento na formulação de uma investigação original e o domínio dos conteúdos científicos avaliados.
Sua conquista também reforça a importância da ampliação da participação feminina em áreas como medicina, engenharia, física, biotecnologia e nanotecnologia, contribuindo para desconstruir barreiras históricas de acesso e representatividade na ciência.
Colégio Hexagonal: uma formação que estimula o protagonismo científico
A conquista de Sophia integra uma trajetória de valorização das olimpíadas do conhecimento e da iniciação científica no Colégio Hexagonal de Jacareí.
Por meio de seu Núcleo Olímpico e de iniciativas voltadas à investigação científica, a instituição incentiva estudantes a participarem de competições acadêmicas, aprofundarem seus conhecimentos e ampliarem seus horizontes educacionais.
O trabalho pedagógico busca conciliar a formação acadêmica sólida com experiências que estimulem a autonomia, a disciplina intelectual, a criatividade e a capacidade de enfrentar problemas complexos.
Nos últimos anos, estudantes do colégio vêm conquistando reconhecimento em olimpíadas nacionais e internacionais de Matemática, Física, Química, Biologia, Ciências, Geografia, Astronomia, Linguagens e outras áreas.
O desempenho de Sophia representa, nesse contexto, um exemplo de como o estímulo à pesquisa e à participação em competições científicas pode contribuir para a descoberta e o desenvolvimento de talentos.
Mais do que colecionar medalhas, a proposta educacional da instituição é incentivar estudantes a compreenderem que o conhecimento pode se transformar em instrumento de inovação, desenvolvimento humano e impacto social.
Uma conquista que projeta Jacareí e inspira novas gerações
O primeiro lugar de Sophia Romeiro Lopes na Olimpíada Feminina de Biologia 2026 representa muito mais do que uma premiação individual.
É uma conquista que valoriza a educação de Jacareí, evidencia o potencial da juventude brasileira e reforça a importância de criar oportunidades para que meninas e jovens mulheres desenvolvam suas vocações científicas.
Ao investigar uma possível aplicação da nanotecnologia à saúde feminina, Sophia demonstra que perguntas relevantes podem nascer ainda na educação básica e abrir caminhos para futuras pesquisas.
Sua trajetória também transmite uma mensagem às novas gerações: a ciência não precisa começar apenas na universidade. Ela pode nascer da curiosidade, ganhar profundidade com o estudo e se transformar em projetos de grande relevância.
De Jacareí para uma competição que alcança 12 países, Sophia Romeiro Lopes mostra que o talento científico não tem idade para começar — e que o primeiro lugar pode ser apenas o início de uma história ainda maior.
Sobre o Colégio Hexagonal de Jacareí
O Colégio Hexagonal de Jacareí é uma instituição de ensino que atua da Educação Infantil ao Ensino Médio e Pré-Vestibular, com uma proposta pedagógica voltada à excelência acadêmica, ao desenvolvimento integral dos estudantes e à preparação para os desafios contemporâneos. Por meio de núcleos especializados, projetos científicos, olimpíadas do conhecimento e iniciativas de internacionalização, a instituição busca estimular o protagonismo estudantil, a inovação e a formação de jovens preparados para transformar a sociedade.
Colégio Hexagonal de Jacareí — Aprenda hoje e lidere o amanhã.



