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A final de uma Copa do Mundo é histórica por si só. Geralmente as partidas são disputadas e os placares magros, mas nem por isso deixam de ser celebradas ao longo do tempo. Basta ver que as últimas três terminaram empatadas, uma decidida nos pênaltis e outras duas na prorrogação e mesmo assim, são vistas como épicas.

O mundial da Rússia será lembrado como improvável e surpreendente, e claro, sua final não podia ser diferente. Não pelo resultado, afinal a França fez por merecer o título, mas sim pela partida que franceses e croatas fizeram. Me arrisco a dizer que foi a mais movimentada desde os 3×2 da Argentina sobre a Alemanha na final de 1986. Puxem pela memória, desde 1990 que a maioria dos placares são magros e os jogos, ou foram muito equilibrados a ponto de terminarem empatados, ou foram vencidos com o domínio de uma equipe sobre a outra.

Dá até para dizer que a vitória francesa por 4×2 sintetiza o que foi mais presente na Copa de 2018. Partidas equilibradas, nenhum time sobrando em relação aos demais e jogos definidos nos detalhes. A França não foi melhor que a Croácia durante o jogo inteiro como o placar sugere, ela aproveitou muito bem as chances que teve e soube se defender enquanto os croatas estiveram melhor no jogo.

Todas as zebras e surpresas desta Copa se deram justamente porque as chamadas “favoritas” não conseguiram impor o seu favoritismo quando tiveram oportunidade. Com o equilíbrio tático apresentado pela maioria das equipes neste mundial, vimos poucas partidas em que um time dominou o outro por mais de 20 minutos, por isso, foram mais longe aqueles que aproveitaram melhor esse período de domínio no jogo.

O Brasil teve essa chance contra a Bélgica. Não foi efetivo! Por sua vez, os belgas aproveitaram seus momentos contra nossa seleção e também contra os japoneses, no jogo das oitavas, quando definiram a partida em vinte minutos. O terceiro lugar no mundial foi justo para a aclamada “geração belga”, mas não seria injusto se estivessem na final ou até mesmo fossem campeões.

Há muitos comentários de especialistas sobre as marcas e lições desta Copa. Não sou especialista, mas diria que, diante do equilíbrio entre as equipes e a constatação de que os times tradicionais já não estão tão acima dos demais, a preparação deve ser feita para saber lidar, técnica e emocionalmente, com o favoritismo.

A França fez sua parte! Que possamos “aprender” a fazer a nossa no Qatar!


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