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Numa Copa onde tudo parece estar do avesso, vencer é sempre importante. Mesmo que seja aos cinquenta do segundo tempo; mesmo sem jogar tão bem. A aflição da torcida faz parte e é recompensada quando a gente troca o lado do sofá ou muda de canal e sai o gol… Se você é torcedor e não acredita que isso é fundamental para o resultado, precisa rever seus conceitos sobre torcer!

Pior que o desempenho da seleção, que não foi tão ruim como alguns especialistas apontam, foi o comportamento dos jogadores após a vitória. Choro de alívio e comemoração como se fosse um título podem ser indícios de que a pressão está pesando. Bate na madeira, mas isso é recorrente nas últimas Copas, quando tínhamos a combinação entre altas expectativas, preparação equivocada (não me parece ser o caso deste ano) e a ideia de que a salvação virá individualmente. Nossa comissão não conta com nenhum especialista em psicologia do esporte ou preparação mental dos atletas… Já ouvi até que o Tite é uma espécie de Psicólogo (seja lá o que isso for). De quatro em quatro anos essa pauta volta e nada acontece. É muito mais que trocar o termo “sonho” por “objetivo”!

A vitória da Suíça frente à Sérvia deixou a classificação do grupo  do Brasil em aberto, o que talvez seja até bom negócio, visto que a Alemanha pode se classificar em segundo na sua chave. Um confronto desse tamanho logo nas oitavas não é bom negócio. Sei que é ruim de lembrar, mas na Copa de 1990 a situação foi semelhante… Novamente bate na madeira!

Por falar em preparação mental, nossos vizinhos argentinos não puderam sequer chorar de alívio… Por lá a questão está complicada! Passa pela falta de jogadores decisivos no elenco (Ok, tem o Messi, mas…) e um trabalho feito em pouco tempo pelo técnico Sampaoli. Por maior que seja a confiança de um atleta, no caso do Messi, a falta de repertório da equipe o leva para o caminho contrário, nada dá certo e não há saída para solucionar os problemas encontrados nas partidas. Não foi 7×1, mas no final, também virou passeio!


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